Fase de grupos da Copa termina com algumas surpresas

A última rodada da fase de grupos da Copa do Mundo trouxe gratas surpresas, várias incertezas, e personagens que já entraram para história da copa. Assim como acontece em todo mundial, algumas expectativas se mostraram infundadas, por isso tivemos favoritos se classificando em segundo lugar em seu grupo, campeões que deram adeus de forma vexatória, e a emoção de partidas que sintetizam por que o futebol é o esporte mais popular do mundo.

Começando pelos favoritos, a França manteve os 100% de aproveitamento goleando por 4×1 o time reserva da Noruega, com show de Dembélé, e a Argentina fez um jogo treino contra Jordânia. O placar de 3×1 foi um mero detalhe, e serviu apenas para Messi, que começou no banco de reservas, se isolar ainda mais no ranking de maior goleador das histórias das copas com 19 gols.

E as decepções? Não tem como não começar falando da Espanha. Apesar da vitória que a classificou como primeira do grupo, e eliminou a seleção do Uruguai, o futebol apresentado até agora pela seleção espanhola se mostrou modorrento e sem inspiração. Um time com posse de bola estéril, que pouco agride os adversários, e vai precisar da volta de Lamine Yamal se quiser ir longe na copa.

Outra seleção que vem decepcionando é Portugal, e o empate contra a Colômbia na última rodada do grupo K foi mais um exemplo disso. Além de classificar a seleção sulamericana como primeira do grupo, o que se viu, ou não se vium, foi mais uma partida sofrível da seleçção que chegou como uma das favoritas ao título. Para que isso aconteça os seus talentosos jogadores terão que melhorar muito, e o treinador ser um pouquinho mais corajoso, até por que apesar dos dois gols contra o Uzbequistão, a idade está pesando para Cristiano Ronaldo.

Um resultado inesperado pelo que vinha apresentando até agora na Copa do Mundo, foi a derrota dos Estados Unidos por 3×2 para Turquia. Na tentativa de preservar os titulares, o técnico Pochettino colocou uma equipe praticamente reserva em campo, e ficou provado que a seleção americana vai precisar e muito dos titulares no resto da competição.

E as surpresas? Bom, se alguém dissesse que o Equador se classificaria para próxima fase na última rodada, e ainda por cima com uma vitória sobre a Alemanha, poucos acreditariam. Mas foi justamente isso o que aconteceu. Com uma atuação vigorosa, principalmente após a saída de Enner Valencia, a seleção do Equador superou o tiime alemão, uma juíza mal intencionada, e venceu de virada! Um resultado justíssimo, que coloca na próxima fase uma das principais seleções sulamericanas.

Outro feito extraordinário foi a classificação de Cabo Verde, que num grupo H, com Espanha, Uruguai e Arábia saudita, conseguiu três empates que a levaram para próxima fase. Agora, os cabo verdianos terão pela frente os atuais campeões mundiais, e se a campanha se transformará num sonho de uma noite de verão ninguém pode afirmar, mas até agora ela tem proporcionado uma da sprincipais histórias da copa.

O vexame! Se as vitórias de Cabo Verde e Equador foram extremamente emocionantes, em jogos vibrantes que justificam a realização de um evento desse porte, a participação do Uruguai foi uma das coisas mais ridículas do torneio. Uma seleção pessimamente treinada por Marcelo Bielsa – o treinador mais superestimado do mundo- que fez questão de implodir o vestiário ainda nas eliminatórias, e saiu pela porta dos fundos com uma campanha vexatória, onde o Uruguai não conseguiu sequer passar de fase em terceiro lugar.

E o Brasil? Bom, a seleção brasileira fez contra a Escócia a sua melhor partida no torneio, com uma atuação de gala do seu melhor jogador, Vinicius Junior, e o auxílio luxuoso de um time que parece ganhar forma. Mesmo com a lambança do árbitro e do VAR, que roubaram na mão grande o que seria o terceiro gol de Vini Jr. na partida, a vitória por 3×0 deu um tempo na desconfiança da torcida, renovando as esperanças no hexacampeonato.

Ainda é cedo para tamanho entusiasmo? Talvez sim, provavelmente a equipe não tenha tempo de amadurecer dentro da competição, existem seleções com um longo trabalho nas costas, inclusive o Japão, primeiro adversário do Brasil na fase eliminatória da copa, e que parece bastante animado em derrotar a seleção brasileira.

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